No dia seguinte à estreia de Alice in Wonderland, do Tim Burton, eu fui ao cinema com a minha mãe para assistir ao filme. O horário que pretendíamos pegar era o das 20h e pouco, mas é claro que não tinha mais lugar e o próximo horário seria só às 23h59 - eu sei porque guardo o ingresso. Minha mãe diz que fiz uma carinha de "cachorro sem dono" ou "do Gato de Botas do Shrek" pra ficarmos esperando. Como ainda era cedo, ficamos "matando tempo" até a hora do filme.
As lojas do shopping fechavam às 23h, então subimos para o piso do Cinema. Como já era tarde da noite, estávamos cansadas e com sono, a decisão, então, foi tomar um café para nos mantermos acordadas.
Tomado este, a cafeína começou a fazer efeito em nossos cérebros, e me veio à cabeça a musiquinha "Bolinho de Arroz" que é cantada repetindo-se a última palavra de cada frase, com exceção da última, que ao invés de se repetir o "sorrir" deve-se falar "por quê?" para que a música recomece. Nesta parte, minha mãe não lembrava de fazer o coro corretamente, e repetia o "sorrir". Ficamos um bom tempo até acertarmos, e sempre que dava errado caiamos na gargalhada. Começamos a atrair os olhares das demais pessoas ao nosso redor, que esperavam também para a seção começar. Aparentávamos tamanha diversão que um rapaz olhou para nós e começou a rir também. Ao final, minha mãe olhando para mim, entre risadas, disse: "Nunca mais te dou café puro!" - Lilo & Stich.